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ST5 - 03

 

GRANITOS E A DEFORMA��O NA FAIXA SERGIPANA: O IN�CIO DA COLIS�O ENTRE O CR�TON S�O FRANCISCO E O MACI�O PERNAMBUCO-ALAGOAS 

Bueno, J.F.1; Oliveira, E.P.2; Ara�jo, M.N.C3; Carvalho, M.J.4; McNaughton, N.5

 

1. Instituto de Geoci�ncias, Universidade Estadual de Campinas, Campinas- SP, Brasil.� juliana.bueno@ige.unicamp.br

2. Instituto de Geoci�ncias, Universidade Estadual de Campinas, Campinas- SP, Brasil.� elson@ige.unicamp.br

3. CENPES, Petrobr�s, Rio de Janeiro �RJ, Brasil. mario_araujo@petrobras.com.br

4. Instituto de Geoci�ncias, Universidade Estadual de Campinas, Campinas- SP, Brasil. carvalho@ige.unicamp.br

5. Centre for Global Metallogeny � UWA,� WA, Austr�lia. nmcnaugh@cyllene.uwa.edu.au

 

 

ABSTRACT

In the investigation of orogenic belts, granites are used in order to isolate snapshosts of the superimposed deformations as they freeze part of their structural evolution. In the Sergipano belt (NE-Brazil), the Nossa Senhora de Lourdes structure, a regional boomerang interference pattern delineated in the Macurur� schist Domain marks the interference of successive folding events. They occurred by the overprinting of three deforming events (D1-D3), each one followed or crosscut by different magmatic plutons. The first magmatic pulse materializes the pre to sin-D1 granites that occur injected according to the S1 mylonitic fabric. They are dominantly sheet-like microporphyritic granites of monzogranitic to granodioritic composition, in which mylonitization occurs in variable degrees. These granites are normally deformed by the subsequent deformations. Cutting across structures ascribed to the D1 event is a post-D1 granite (Camar� Tonalite), which is intensively deformed by later events, not preserving primary structures. In the sequence the syn to late-D2 granites form E-W to NE-SW (ex.: Itabi Granite) lengthened bodies that range from coarse-grained monzogranites to tonalities, practically free of solid-state deformation features coeval with the D2 event. These granites are paralleled with the S2 foliation and show pre-full crystallization fabrics in agreement with the southward sense of shearing seen in their host rocks. It was obtained a U-Pb SHRIMP age of 628
12 Ma in zircons of the Camar� Tonalite. This age can be considered as minimal for the D2 event, which is the main collision event in the Sergipano Belt. 

Palavras-chave: Granitos colisionais, geocronologia, dom�nio Macurur�, Faixa Sergipana


INTRODU��O

Os granitos gerados durante colis�es podem se alojar em momentos diversos da evolu��o orogen�tica; s�o subdivididos em dois grupos: sin-colisionais ou p�s-colisionais (Pearce et al., 1984). Os granitos sin-colisionais apresentam-se deformados, como suas encaixantes, e s�o associados ao espessamento crustal resultante de colis�es. Os granitos p�s-colisionais normalmente truncam a �ltima fase principal de deforma��o regional, ou s�o fracamente afetados por ela, e est�o relacionados � extens�o associada ao colapso do or�geno ou � tect�nica de extrus�o em faixas orog�nicas. Desta forma � comum a utiliza��o de corpos gran�ticos como marcadores da deforma��o, e que tem ao longo dos anos conseguido �xito consider�vel no estabelecimento das rela��es temporais entre eventos orog�nicos em regi�es polideformadas, como em faixas m�veis.

V�rios corpos gran�ticos s�o conhecidos na Faixa Sergipana, Nordeste do Brasil, um or�geno de dire��o WNW-ESE resultante da colis�o entre o Maci�o Pernambuco-Alagoas (PEAL) e o Cr�ton S�o Francisco (CSF) durante o Neoproteroz�ico (e.g. Brito Neves et al., 1977). Essa faixa � composta por sete dom�nios lito-estruturais, limitados por zonas de cisalhamento; os dom�nios s�o: Sul-Alagoas, Canind�, Po�o Redondo, Maranc�, Macurur�, Vaza Barris e Est�ncia (Santos et al., 1988; Davison & Santos, 1989; Silva Filho, 1998). Os corpos gran�ticos neoproteroz�icos ocorrem nos cinco primeiros dom�nios e, mais ao norte, no PEAL, mas em particular abund�ncia no dom�nio Macurur�.

Na Faixa Sergipana, os granitos t�m sido descritos como tardi a p�s-tect�nicos (Silva, 1992; Silva-Filho, 1997; McReath et al., 1998) ou sin a p�s-tect�nicos (D�el-Rey Silva, 1999). No entanto, trabalhos de detalhe de Bueno (2003) e Bueno et al. (2003), no dom�nio Macurur�, revelam a exist�ncia de, pelo menos, tr�s pulsos magm�ticos distintos, relacionados �s diferentes fases deformacionais.

Est�o sendo apreesentados aqui dados preliminares sobre a contextualiza��o tect�nica e geocronol�gica de granitos colisionais pr�ximos � cidade de Nossa Senhora de Lourdes (SE) no dom�nio Macurur�, com a finalidade de definir o intervalo de tempo que durou a colis�o entre o CSF e o PEAL, resultando na forma��o da Faixa Sergipana.

 

GEOLOGIA REGIONAL

Com exce��o do dom�nio Est�ncia, que se apresenta pouco deformado, os demais dom�nios foram afetados por tr�s fases de deforma��o d�ctil (Jardim de S� et al., 1986; D�el-Rey Silva, 1995; Ara�jo et al., 2003). O in�cio da deforma��o (D1) � marcado por nappes com verg�ncia para SSW, desenvolvidas em um est�gio de colis�o precoce entre o PEAL e o CSF. Em D2 as estruturas da D1 s�o retrabalhadas por uma deforma��o de m�dio a alto �ngulo fortemente penetrativa, gerando padr�es estruturais complexos como o redobramento coaxial F2. Essas estruturas foram posteriormente afetadas por zonas de cisalhamento transpressivas (D3) possivelmente relacionadas � endenta��o do PEAL no final da orog�nese Brasiliana (Ara�jo et al., 2003). O evento deformacional respons�vel pela configura��o estrutural do embasamento n�o ser� abordado neste trabalho porque este n�o aflora nesta por��o da Faixa Sergipana.

Os granitos em estudo est�o localizados no dom�nio Macurur� na regi�o de Nossa Senhora de Lourdes, onde se destaca uma estrutura de interfer�ncia do tipo cogumelo.� Esta regi�o � composta essencialmente por rochas metam�rficas, paraderivadas e intrudidas por granitos diversos; subordinadamente ocorrem corpos m�ficos-ultram�ficos serpentinizados e BIF�s. A estrutura de interfer�ncia de Nossa Senhora de Lourdes resultou da superposi��o dos eventos D1+D2 e D3.� J� a superposi��o da fase D1 e D2 gerou um padr�o de interfer�ncia coaxial.

Na regi�o estudada, o evento de deforma��o D1 � caracterizado por uma tect�nica de nappes com verg�ncia para SW, denotando um forte componente de encurtamento crustal para este evento. As estruturas relacionadas a este evento s�o evidentes em toda �rea de trabalho e s�o respons�veis pela forma��o de uma folia��o S1, penetrativa do tipo xistosidade, de baixo a m�dio �ngulo (10 a 40�), que devido � a��o dos eventos de deforma��o superpostos, n�o possui uma orienta��o �nica. Esta folia��o � dada pela orienta��o preferencial de muscovita+biotitacianita. As dobras F1 geradas neste evento variam sua geometria de apertadas a isoclinais, com flancos recumbentes, eixo (L1B) com dire��o NW-SE e NE-SW e mergulhos variando de 5 a 10� para NW e NE. A superf�cie S1 porta uma linea��o de estiramento L1X,com dire��o NE-SW e mergulhos aproximados de 10�, evidenciada pelos estiramentos de barras de quartzo e boudins de quartzo nos muscovita quartzitos e de seixos nos metaconglomerados. Esta linea��o em geral � down dip principalmente na parte sul da �rea, onde est� localizada a parte frontal da estrutura de interfer�ncia de Nossa Senhora de Lourdes, e disp�e-se obliquamente aos eixos das minidobras F1. Devido ao efeito de eventos de deforma��o superpostos, esta linea��o, em alguns afloramentos, encontra-se rotacionada. Os indicadores cinem�ticos, tais como minidobras F1 e sigm�ides em veios de quartzo, encontrados nos quartzitos, indicam transporte tect�nico para SW ao longo de zonas milon�ticas D1.

O evento de deforma��o D2 � coaxial ao D1 e ocorre em continuidade cinem�tica e metam�rfica com este, compondo um caminho progressivo. O evento D2 n�o � penetrativo na �rea gerando uma folia��o S2 incipiente de mergulhos m�dios (20 a 40�) para NE-SW, principalmente na parte norte da �rea. As dobras geradas neste evento s�o assim�tricas, variando de fechadas a apertadas e chegam a apresentar comprimentos de onda da ordem de 2 km aproximadamente. Os eixos de dobra L2B possuem orienta��o preferencial NE-SW e NW-SE com mergulhos variando de 5 a 10� para NW e NE. A linea��o de estiramento (L2X), evidenciada atrav�s do estiramento de barras de quartzo, atribu�da a este evento possui dire��o predominante NE-SW e mergulhos variando de 5 a 10�.

O evento de deforma��o D3 � obl�quo aos eventos anteriores com dire��o de maior encurtamento N-S, gerando cavalgamentos para SSE. As estruturas correlacionadas a este evento s�o crenula��es F3 com orienta��o E-W nos xistos e clivagens disjuntivas nos quartzitos; estas fei��es s�o indicativas de que este evento possui caracter�sticas de um regime d�ctil-r�ptil, j� em um n�vel crustal mais raso. As dobras F3 s�o abertas e a folia��o plano axial destas dobras tem orienta��o preferencial E-W com mergulhos elevados, da ordem de 50 a 70�, podendo chegar a ser subverticais. Os cavalgamentos s�o respons�veis pelo redobramento das estruturas planares relacionadas aos eventos anteriores, gerando um sinforme aberto F3 com comprimento de onda da ordem de 12 km aproximadamente.

 

GRANITOS E A DEFORMA��O

O evento D2 � respons�vel pelas estruturas mais expressivas da Faixa Sergipana. Em D2, parte dos empurr�es e nappes gerados durante o evento D1 s�o reaproveitados, sendo que o efeito da aproxima��o do PEAL durante esse evento produz o empinamento progressivo dos empurr�es, resultando em um importante espessamento crustal, acomodado principalmente nas rochas do dom�nio Macurur� (Ara�jo et al., 2005). Durante os eventos D1 e D2 alojam-se diversos granitos colisionais na regi�o da estrutura de interfer�ncia de Nossa Senhora de Lourdes.

Na �rea de estudos foram cartografados tr�s tipos cronol�gicos de granitos. Os granitos pr� a sin-D1 ocorrem injetados segundo a trama milon�tica S1=15o/162o. Eles s�o dominantemente granitos finos a microporfir�ticos de composi��o monzogran�tica a granodior�tica, variavelmente milonitizados e afetados pelas deforma��es subseq�entes. Em escala mesosc�pica os granitos desse grupo cortam os micaxistos e quartzitos encaixantes, marcam a folia��o S1 e absorvem prontamente os efeitos dos eventos D2-D3.

O granit�ide p�s-D1 (Tonalito Camar�) tem composi��o tonal�tica com granula��o grossa e est� intensamente deformado pelos incrementos deformacionais posteriores, n�o preservando estruturas de fluxo magm�tico. O Tonalito Camar� possui uma folia��o S2 paralela � S2 das encaixantes e cont�m xen�litos dos xistos encaixantes com uma folia��o S1 muito penetrativa preservada. Embora as estruturas presentes no Tonalito Camar� concordem com as das encaixantes, a aus�ncia de tramas magm�ticas preservadas impede interpreta��es sobre o seu car�ter sintect�nico. No entanto, por ele ter registrado as estruturas D2, sendo afetado em diferentes graus de intensidade pelos eventos subseq�entes, permite-nos interpretar uma coloca��o p�s-D1.

Os granitos sin a tardi-D2 (ex. Granitos Itabi, Angicos, Areias, Lagoas e Pedra Furada) formam corpos alongados E-W a NE-SW e variam de monzogranitos a tonalitos com granula��o grossa, pouco deformados pelo evento D2. Estes granitos s�o corpos tabulares que, em alguns casos, cortam a folia��o S2 das rochas encaixantes e preservam fei��es magm�ticas como bandamento magm�tico, abund�ncia de estruturas schlieren alinhadas segundo a atitude m�dia de 20o/350o. Essa orienta��o � confirmada pelo alinhamento preferencial de biotita e enclaves m�ficos paralelos � folia��o S2 das encaixantes. A concord�ncia entre as estruturas magm�ticas e a folia��o S2 marcada nas encaixantes e o fato de, em alguns casos, os granitos cortarem esta folia��o, sugere que os granitos desse grupo se colocaram sin a tardi-D2.

O intervalo de tempo absoluto da colis�o entre o CSF e o PEAL pode ser delimitado atrav�s de estudos de granitos espacial e temporalmente relacionados � orog�nese. Na �rea de estudos existem pelo menos tr�s pulsos magm�ticos distintos, os granitos pr� a sin-D1, p�s-D1 e sin a tardi-D2, cuja data��o radiom�trica poderia fornecer a idade m�nima para o evento deformacional D2 que � o principal evento de espessamento crustal na Faixa Sergipana. No entanto, apesar das rela��es de campo estarem estabelecidas, h� dificuldades na obten��o das idades destes granitos porque eles s�o dominantemente granitos do tipo-S, originados provavelmente a partir da fus�o dos xistos encaixantes e, por este motivo, quase todos os gr�os de zirc�o encontrados nas amostras s�o herdados. Uma �ltima possibilidade a ser testada � a an�lise de titanita; apesar deste mineral ter uma temperatura de fechamento bem abaixo do zirc�o, ele pode fornecer uma idade m�nima para a cristaliza��o dos granitos em estudo e, desta forma, dar uma indica��o acerca do intervalo de tempo que operou o evento D2 na Faixa Sergipana.

Uma exce��o �s dificuldades na obten��o das idades dos granitos, acima citadas, � o Tonalito Camar� que � o exemplo de uma intrus�o p�s-D1 nos xistos do dom�nio Macurur�. Foi obtida uma idade, U-Pb SHRIMP em zirc�es, de 62812 Ma para o Tonalito Camar�, marcando desta forma, a idade m�nima para o in�cio da deforma��o D2 na Faixa Sergipana. Apesar dos granitos sin a tardi-D2, em estudo, n�o terem sido datados at� o momento, pode-se fazer uma correla��o temporal destes granitos com o granito Coronel Jo�o S�, localizado na regi�o central do dom�nio Macurur�. Segundo McReath et al. (1998) o granito Coronel Jo�o S� � um pluton tardi a p�s-D2 com 61418 Ma (Rb-Sr em rocha total), sendo, portanto um marcador dos est�gios finais do evento D2. Long et al. (2003) atribu�ram uma idade de 6252 Ma (U-Pb em zirc�o) para o granito Coronel Jo�o S� e de 621 Ma em titanita. Considerando-se a idade de 628 Ma para o tonalito p�s-D1 Camar� e a idade de 625 Ma para o granito tardi a p�s-D2 Coronel Jo�o S�, temos um intervalo curto de magmatismo colisional para a Faixa Sergipana. Correlacionando-se os granitos com os eventos de deforma��o regional, pode-se inferir que a idade m�nima para o in�cio do evento evento D2 � de 628 Ma (idade do tonalito Camar� e deformado durante D2) o qual dever ter perdurado at� cerca de 625 Ma (idade do granito Coronel Jo�o S�, tardi a p�s- D2). Trabalhos futuros de data��o U-Pb dos granitos pr� a sin-D1 e sin a tardi-D2 ser�o executados a fim de se estabelecer mais precisamente o intervalo de tempo do magmatismo colisional e, conseq�entemente, da fase principal de colis�o entre o CSF e o PEAL.

 

REFER�NCIAS

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